Pesquisa

Estamos interessados ​​em verificar se há uma reprodução de um modelo de afetividade nas canções de amor latino-americanas caracterizadas pela influência das normas heteropatriarcais vitorianas; que oculta os mecanismos econômicos de exclusão e subordinação (de práticas sexuais, gênero, sexualidade, raça e classe), bem como a violência que é naturalizada nesse tipo de relacionamento.

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Estudo iconográfico
Primeiro trabalhamos com a iconografia das capas de álbuns de música romântica da América Latina, dos anos 20 até os dias atuais, realizando uma investigação de seus recursos gráficos e de composição. 

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Intervenção visual 
Uma vez identificadas as recorrências na iconografia dos álbuns de canções românticas, decidimos realizar intervenções que mostrassem os padrões de construção dessas imagens.

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Pedido de músicas
Quando fazemos públicas as intervenções visuais, fizemos um pedido masivo para coletar canções de amor, recomendadas por pessoas de toda a América Latina; incluindo a maior diversidade de nacionalidades, raças, classes, gêneros, sexualidades e profissões.

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Análise de Dados / Análise do Discurso
Com as músicas que eles nos enviam, construímos um banco de dados de canções de amor e faremos análises através de diferentes variáveis ​​com as quais segmentaremos a informação. 

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Infográficos
Depois de analisarmos os dados, exibiremos os resultados através de diferentes tipos de infográficos, que servirão para testar nossas hipóteses sobre as canções de amor. 

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Proposta de intervenção
Após a publicação dos dados, apresentaremos propostas de intervenção sobre o material e as informações, para pensar e propor imaginar outras formas de afetividade, conjunta e colaborativamente.

 

Nossa declaração de intenções

Temos verificado que, através de diferentes manifestações culturais, foi estabelecido um imaginário estereotipado e delimitado de afetividade.

Nossa afetividade foi educada por muitas instâncias de formação ao longo de nossas vidas, que não são apenas formais ou acadêmicas, mas também aprendemos através do relacionamento com outras pessoas e do contato com diferentes mídias e manifestações culturais.

Esse aprendizado (formal e informal) costuma ser limitado quase exclusivamente à cultura hegemônica do território em que habitamos. Isso também implica que nossa afetividade é prescrita, em primeira instância, a uma cultura determinada por um modelo branco, burguês, monogâmico, heterocispatriarcal e práticas sexuais específicas.

Em relação a isso, propomos um trabalho de análise de um dos fenômenos culturais mais massivos na narrativa de sentimentos e na instalação da afetividade romântica na América Latina: canções de amor populares.

Com o uso da análise do discurso, planejamos expor os padrões e recorrências nas músicas, além de nos perguntar sobre o que é ignorado e o que está oculto.

Uma vez publicada a análise, pensaremos em conjunto sobre como podemos afetar nossa afetividade e estabelecer outras narrativas sobre nossas emoções.